domingo, 12 de setembro de 2010

Um dia perfeito: Um delicioso café depois de comer a Mônica Bellucci




Já faz um bom tempo que não posto por aqui... hoje retomo as postagens, e o faço compartilhando uma experiência bastante simples, que retrata meu novo cotidiano, aqui em Porto Alegre. Já faz pouco mais de um mês que a capital gaúcha passou a ser minha nova cidade, e, como não poderia deixar de ser, o passeio por suas ruas sempre é feito com o objetivo explícito ou implícito de encontrar lugares interessantes para provar um bom café. E nesse caso, acabo parecendo criança em parque de diversões: os lugares são muitos, um mais atraente que o outro. Estou vivendo aquele momento em que cada vez que ponho os pés para fora de casa, acabo fazendo uma descoberta nova. E foi isso o que aconteceu há poucos dias. Enquanto me encaminhava à simpática "feira modelo" que acontece numa rua aqui perto [que começa às 14 e vai até as 20!], com produtos fresquinhos vendidos diretamente pelos produtores, bateu aquela fominha. No caminho, vi um lugar chamado Pizza do Pão [ www.pizzadopao.com.]. Achando que se tratava de uma pizza feita de pão, entrei no lugar pra descobrir a novidade, mas descobri que se trata de uma pizza tradicional, e que "pão" é o apelido do dono. Tudo bem, nada de novidade, mas o lugar é uma graça, então, resolvemos ficar mesmo por ali. Mas a surpresa mesmo estava no cardápio. Dentre os sabores clássicos, como "Toscana", "Napolitana", "Pesto", surgiu um outro nome italiano que, evidentemente, chamou a atenção: "Monica Belucci". Sim, ali havia uma pizza com o nome da musa italiana, e, já que a idéia era ir em busca de novidades, não tive dúvida, e pedi: quero provar a Monica Bellucci. Mesmo não sendo de pão, a massa é diferente das receitas que já havia provado, e quanto à Bellucci, em particular, ah, uma delícia! A receita leva pimenta dedo-de-moça, picante de verdade, cheguei quase a chorar. Mas como valeu! E descobri que eles tem as pizzas congeladas, aliás, essa é a especialidade do lugar, então você pode comprar e levar pra casa pra comer uma Calabrese, uma Don Corleone ou uma Monica Bellucci a hora que quiser. Mas embora o dia já estivesse perfeito, a perfeição não acabou por aí. Depois de comer a Monica Bellucci, fui à maravilhosa boulangerie Carina Barlett [farei uma postagem só sobre esse lugar, que merece muito, e como merece, toda nossa atenção] tomar um espresso daqueles, daqueles perfeitos. Ah, como a felicidade é simples. É verdade que ainda estou naquela fase de enamoramento com a cidade, na qual tudo são flores e o coração bate mais forte a cada novo ângulo que se descobre. Mas, até o momento, a vida em Porto Alegre tem sido isso mesmo, gozar os pequenos prazeres, deixar-se encantar por uma nova paisagem, por um novo gosto, por um novo cheiro, por um novo lugar, e descobrir ali aquelas coisas sofisticadamente simples que nos fazem sorrir.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Meu primeiro moinho de café...

Há tempos que venho sonhando em comprar uma máquina de espresso, mas, não queria qualquer uma. Como não queria qualquer uma, precisaria desembolsar uma quantia que está muito além do potencial financeiro pra quem vive de bolsa [veja bem, de bolsa - da Fapesp, no caso, e olha que não to reclamando - e não da Bolsa, o que são duas coisas muito diferentes], resolvi fazer como fazem os italianos: continuo com minha boa e velha Mocha Bialleti, que tira a quantidade de café na medida ideal para meu café da manhã. E mais recentemente, estou me divertindo com a Aeropress, que apareceu como dica na Revista Espresso e que tive a felicidade de encontrar no Coffee Lab, da Isabela Raposeiras. Mas confesso que ainda não domino plenamente a técnica do Aeropress, embora o café seja realmente divino quando eu consigo acertar o ponto!


Quanto ao espresso pra beber na rua, geralmente depois do almoço ou no meio da tarde, naquela hora e a cabeça começa a pifar. Estou felicíssima com minha decisão, afinal, sair de casa nesse friozinho ensolarado com a desculpa de tomar um café é a melhor coisa que se pode fazer! 


Contudo, sentia ainda a necessidade de um certo improvement no meu consumo diário. Embora compre sempre cafés gourmet fresquinhos, ficava um pouco frustrada com a pouca disponibilidade de cafés com moagem adequada para Mocha, sendo que o mais próximo é a moagem para espresso mesmo. Então decidi, finalmente, comprar um moedor elétrico! Café moidinho na hora e com a granulometria adequada? What else could I wish? Claro que também não dava pra comprar um moedor "pro", então, fui atrás de um doméstico mesmo. E enquanto pesquisava modelos, tipos de hélice e essa coisa toda, acabei descobrindo que e tinha acumulado pontos suficientes no meu banco, e no site conveniado havia - pasmem!- a possibilidade de trocar pontos por um moedor da marca Cadence.




Minha avaliação sobre o dito cujo? Bem, não é exatamente aquela Brastemp, as hélices são retas, embora eu preferisse côncavas [produzem uma moagem que fica mais encaixada], tem o inconveniente de não vir nenhuma instrução sobre o tempo que deve ficar ligado para a granulometria desejada [se para filtro, mocha, espresso, french press, etc.], mas depois de alguns cafés aguados e outros com muita borra, é possível chegar muito próximo da perfeição [daquela possivel para a produção caseira com uma máquina caseira]. Mas, o que posso dizer, cheirinho de café recém moído logo cedinho é algo que, definitivamente, não tem preço. Estou feliz da vida com a minha aquisição e com a não compra de uma máquina de espresso [por enquanto, é claro]. E quem estiver na dúvida, eu recomendo: compre um moinho, é baratinho [entre 70 e 150, dependendo da marca] e aumenta, em muito, o prazer de fazer café em casa.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Café com corpo e alma

O "corpo" é uma das principais características do café. Quando se avalia a qualidade de um espresso, os principais elementos considerados são a crema[aveludada, duradoura, espessa e cor de avelã], o sabor [que deve equilibrar doçura, acidez e amargor, com proporções variáveis] e o corpo, que é o volume, o peso do café, que pode ser leve ou intenso, e é sua viscosidade, quase licorosa, que garante que o sabor irá ter permanência. 


Mas há alguns cafés que, além de corpo, também têm alma! O corpo do café garante a persistência do sabor por alguns minutos, às vezes por mais de uma hora. Um café com alma imprime o gosto na nossa memória... A alma faz com que ele tenha a propriedade de tornar mágico um momento e eternizá-lo, fazendo com que tudo o que se vive e se sente naquele instante seja permanentemente associado com aquele gosto. É o "aftertaste" mais sublime dentre todos os que pode produzir o mais perfeito café.